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21/11/2014
21 de Novembro Dia Nacional da Homeopatia

Resumo do trabalho do Prof. Dr. José Barros da Silva
"Bento Müre e o 21 de novembro de 1840 dia Nacional da Homeopatia"

RESUMO DO

TRABALHO DO PROF. DR. JOSÉ BARROS DA SILVA


“BENTO MÜRE E O 21 DE NOVEMBRO DE 1840

DIA NACIONAL DA HOMEOPATIA



nascido a 4 de maio de 1809, natural de Lyon, vinha com o objetivo de fundar, no Brasil, uma colônia societária. Dr. Jules Benoit Müre, para nós “Bento Müre”, formado em Medicina pela Escola de Montpellier, tinha um passado ligado à Homeopatia. Curado que foi de um processo pulmonar pelo Conde Dr. Sebastião Des Guidi, introdutor da Homeopatia na França e discípulo de S. Hahnemann, prometera, como gratidão à cura obtida, ser um “fiel propagador da Homeopatia”. Recebido por Sua Majestade, o Imperador Pedro II, que ouviu com simpatia o seu projeto já publicado no Jornal do Comércio, partiu a seguir para Santa Catarina, chegou a Itajaí e São Francisco a fim de escolher o local melhor.
Em 1° de março de 1841, chega ao Rio de Janeiro declarando ter escolhido um local à margem esquerda do São Francisco, numa vasta península com o Rio Saí, entre Paraná e Santa Catarina. Em 31 de março, no Paço do Palácio, em São Cristóvão, o Ministro do Império destacou a S.M. Imperador a importância do projeto com o local já escolhido. Por ordem do governo, foi lavrado um contrato e tomadas as providências necessárias. Todavia, a colônia do Saí resultou em fracasso e assim se ligou à história da Homeopatia no Brasil, uma vez que, neste local, foram instalados o “1° Instituto Homeopático” e a 1ª Escola Homeopática em nossa pátria.
Em 10 de dezembro de 1943, os Drs. Bento Müre e Vicente José Lisboa fundaram o “Instituto Homeopático do Brasil”, abrindo neste mesmo dia o primeiro consultório, na Rua São José, 59. Deste Instituto, originou-se o IHB, fundado a 2 de julho de 1859, completando 150 anos de existência com esta denominação, em 2009.
Novo colaborador se junta ao Dr. Bento Müre, o Conselheiro Dr. Domingos Azeredo Duque Estrada, que, em 1845, começou a usar sua pena em favor da Homeopatia. Em 1846, traduz o Organon de Hahnemann e expôs ao público a “Matéria Médica Pura – Conselhos Clínicos ou Prática Elementar da Homeopatia” de Bento Müre e João Vicente Martins.
Em 1846, o governo de S. M. Imperador reconhece legalmente a “Escola de Medicina Homeopática”, apesar dos protestos da Academia Imperial de Medicina. Foi feita uma grande campanha contra a Escola Homeopática e o Dr. Duque Estrada faz dissidência ao Instituto Homeopático do Brasil. Apesar das lutas, muito se fez em favor da Homeopatia que, aos poucos, vai sendo levada às grandes cidades com um plano de atendimento gratuito com remédios fornecidos, também gratuitamente, pela farmácia de João Vicente Martins. Em julho de 1847, o Dr. Bento Müre foi expulso do Instituto Histórico e Geográfico. Em 4 de outubro de 1847, como conseqüência de dissidência do Dr. Duque Estrada, fundou-se a Academia Homeopática do Brasil e, em 2 de dezembro, o 1° Hospital Homeopático para Indigentes. A esta altura a Homeopatia triunfa na Bahia.
Em 13 de março de 1848, o Dr. Bento Müre pede demissão do cargo de Diretor da Escola Homeopática. A demissão foi concedida, mas atendendo aos relevantes serviços prestados; considerando que foi o fundador do Instituto Homeopático do Brasil; considerando que foi o Dr. Bento Müre quem obteve do governo o reconhecimento e a legalidade de conferir certificados, assim como todas as peças oficiais que serviriam de base para o governo, o Instituto Homeopático do Brasil conferiu ao Dr. Bento Müre o título de “Benemérito Fundador da Escola Homeopática”.
Realmente com a saúde abalada, o Dr. Bento Müre, pelo Jornal do Comércio, se despediu em 08 de abril de 1848.
Plenamente convicto da obra que deixava no Brasil, deixou patente a sua grande admiração pela terra em que passara aquele período. Destacou o avanço da Homeopatia no Brasil, dando-lhe uma importância maior, comparando o seu progresso com 50 anos de Homeopatia na Europa.
Defendeu a tese de que a Homeopatia deve ser ensinada numa “Escola de Homeopatas”. Pelo Jornal do Comércio de 09 de abril de 1848, o Dr. João Vicente Martins com o seu – “Adeus, meu querido e mestre Bento Müre”, apresenta às despedidas uma saudação eloqüente. Assim, no dia 13 de abril a bordo da barca francesa “GIRANDE”, o Dr. Bento Müre partia do Brasil para nunca mais voltar, deixando uma lacuna que segundo o Prof. Emydio Rodrigues Galhardo, só veio a ser preenchida em 1912, pelo Dr. Licínio Aphanásio Cardoso, depois dos trabalhos preparatórios dos Drs. Saturnino Soares de Meirelles e Joaquim Murtinho. João Vicente Martins foi o continuador de Bento Müre e manteve sua obra até Licínio Cardoso.
Em 23 de outubro de 1851, O Instituto Homeopático do Brasil, sob a presidência de João Vicente Martins, informou que o Dr. Bento Müre não mais voltaria ao Brasil e assim lhe foi conferido o título de “PRESIDENTE PERPÉTUO FUNDADOR”, pelos relevantes serviços prestados à Homeopatia.
Voltando à França, em 1848, permaneceu em seu trabalho, seguindo em 1852, para o Egito, onde introduziu a Homeopatia. Ganhou as margens do Rio Nilo e ao tentar fundar a colônia às margens do Rio Branco, sofreu um atentado de morte. Emprega a Homeopatia numa epidemia de desinteria que se propaga no Sudão. Em 1854, volta à Europa e funda, em Gênova, um “Instituto Homeopático”, sofre perseguição e volta a Lyon, depois Marselha, onde recebe um convite para fundar a Escola Homeopática, no Egito. Em Alexandria, reune 50 interessados no curso, vai ao Cairo e aí falece, no dia 04 de março de 1858, com apenas 49 anos de idade.
Reverenciamos, assim, sua memória como um grande Benemérito e Fundador da Homeopatia no Brasil; consagrando o Dia Vinte e Um de Novembro como o Dia Nacional da Homeopatia, em cumprimento a uma decisão tomada no 7° Congresso Brasileiro de Homeopatia.

VINTE E UM DE NOVEMBRO – DIA DA HOMEOPATIA

Vinte e Um de Novembro, uma data, mais um dia
Um registro importante na História da Homeopatia
É regada a semente já plantada, conhecida
Já trazida pelo vento que a verdade conduziu
Para dar frutos em nova terra, reflorescer no Brasil...

Vinte e Um de Novembro, chega alguém numa missão
Que não logra o seu intento. Seu nome é Julio e Bento
E faz eterno o momento, o instante que aqui passou
Pouco mais de sete anos, trabalhando sem cessar
Deixou seu nome pra sempre mesmo tendo que voltar...

Veio regar a semente, a notícia que corria
Do povo à boca pequena na difícil informação
Tão distante o Velho Mundo, falava-se das maravilhas
Dos feitos de um Samuel e o Brasil já percebia
Preparava o seu papel para receber a Homeopatia
Pouco após a Independência, outro método da Ciência
A governar a saúde, na luta pela existência...

E a Homeopatia raiava, já falada, comentada
Impedida, reprimida, criticada pra não “ser”
Pra sucumbir no descrédito mesmo antes de nascer
E talvez como castigo Emilio Jahn faz marcar
Ao defender uma tese, numa atitude antipática
Faz seu doutoramento na Doutrina Homeopática...

Eis a batalha travada: revistas, comentários, jornais
Os nomes de Duque Estrada e João Vicente Martins
E disputa-se em primasia a luta com os mesmos fins
Fala a história outros nomes: Drevon, Emilio Germon
Thomaz Cochrane, Souto Amaral, e a Vinte e Um de Novembro
Da Europa Meridional, chega alguém e marca uma data
Já vindo doutras andanças, dá vida, nova esperança
E recordando um compromisso pela cura conseguida
Quando salvou a própria vida, empregando a Homeopatia...


E foi todo reconhecido, cumprindo sua promessa
Foi glória da Homeopatia, suas virtudes exalta
E aqui recordou Paris, Palermo, Sicília e Malta
Fundador de Dispensários foi fiel propagador
Dela fez proselitismo, foi seu lídimo professor
Foi pioneiro no ensino, criando a primeira escola
O primeiro instituto, trabalhando sem igual
Uma importância grandiosa na instituição social.

Jules Benoit Müre. Para nós, tão simplesmente
Bento Müre, o introdutor, o pioneiro valente em missão especial
Um fundador de colônias de um projeto industrial
Em busca de nova terra, em Sahy faz seu quartel
E das margens do São Francisco faz brotar nova expressão
Na razão de sua vinda reencontra a Homeopatia
E de lá, de volta ao Rio, desfralda a sua bandeira
Cria escola, traça o rumo, lança a pedra pioneira
Desenvolve, dá início sem medir seu sacrifício
Não liga para os ataques, emprega toda energia
Dá combate até o fim, da luta jamais fugiu
E glorioso como um César: VINI, VIDI, VINCI, repetiu...

E foi embora pra sempre e ao sair profetizou
Seu nome ficou gravado e nunca mais foi esquecido
E mais de um século foi passado e recebe consagração
Num Congresso Brasileiro, no sétimo, foi aprovado
Numa atitude simpática da Liga Homeopática
Lá do Sul por onde andou, por proposta, em moção
Relembrando em gratidão, consagrando em grande dia
A data em que aqui chegou – O Vinte e Um de Novembro
O Dia da Homeopatia.
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(ISSN 1984-7165)